BRT Leste-Oeste

Conexão de ponta a ponta com mais velocidade, conforto e sustentabilidade para quem se move pela cidade todos os dias

O BRT Leste-Oeste é um dos principais componentes do Programa de Mobilidade Urbana Sustentável de Curitiba. O projeto requalifica mais de 20 km de canaletas exclusivas para ônibus, reforma 34 estações-tubo e moderniza cinco terminais.

Frente de obras do BRT Leste-Oeste
Requalificação viária do BRT Leste-Oeste

Sobre o Ligeirão Leste-Oeste

O eixo estrutural Leste-Oeste é um importante corredor de ligação metropolitana de Curitiba e Pinhais. A intervenção representa um salto de vanguarda no transporte público, com a entrada de ônibus elétricos no sistema troncal.

Os projetos são fundamentais para aumentar a eficiência do sistema de transporte público e preparar a cidade para o futuro.

Por que esta obra é importante

Benefícios diretos para rapidez, previsibilidade e qualidade do transporte.

Rapidez

Quando concluído, o trajeto no Eixo Leste-Oeste será mais rápido, com redução no número de paradas para o percurso do Ligeirão.

Velocidade

O corredor requalificado deve elevar a velocidade operacional média dos ônibus biarticulados de 17 km/h para 23 km/h.

Trânsito Reduzido

Alargamento de canaleta e desalinhamento das estações permitem ultrapassagens e reduzem gargalos, com viagens mais rápidas e horários mais previsíveis.

Serviço à população

Serão beneficiados 200 mil passageiros diários somente no transporte coletivo; atração de novos usuários reduz congestionamentos e emissões de CO₂.

Investimento e financiamento

Financiado por bancos internacionais dentro do PRO Curitiba.

Financiamento NDB US$ 75 mi
Contrapartida municipal US$ 18,75 mi
Total estimado > US$ 93 mi

Recursos fazem parte do Programa de Mobilidade Urbana Sustentável de Curitiba, dentro do PRO Curitiba (mais de R$ 6 bilhões em investimentos). Além deste montante, para a frota elétrica, foi aprovado financiamento de €100 milhões com o KfW para 84 veículos.

Eixo metropolitano Leste-Oeste

Corredor estratégico entre Curitiba e Pinhais com obras pensadas para ônibus elétricos e mobilidade ativa.

Sustentabilidade e ônibus elétricos

As obras já preparam a cidade para a nova geração de ônibus elétricos.

Pavimentação em concreto

Pavimento rígido nas canaletas, mais resistente para veículos articulados e biarticulados elétricos.

Tecnologia

Estudo de viabilidade para eletromobilidade (BNDES/MDR) financiado pelo KfW Bank.

Frota elétrica

€100 milhões do KfW para aquisição de 84 veículos, principalmente biarticulados elétricos.

Recarga e energia solar

Recarga em garagens e eletropostos públicos; sistemas fotovoltaicos em equipamentos públicos.

Detalhe do corredor BRT Leste-Oeste com estação modernizada
Terminais Sustentáveis

O Terminal Capão da Imbuia, a Estação Eufrásio Correia e o Terminal CIC Norte, por exemplo, serão construídos ou reformados com técnicas inovadoras, incluindo autossuficiência energética com placas fotovoltaicas.

Trânsito, bloqueios e desvios

Medidas temporárias para garantir a segurança e o avanço das obras.

Durante
  • Bloqueios temporários e desvios sinalizados.
  • Ajustes provisórios em linhas sempre que necessário.
  • Compartilhamento da pista lenta em trechos específicos, com apoio da Setran.

O cronograma é escalonado para reduzir impactos; a comunicação e sinalização são realizadas previamente.

Depois
  • Viagens mais rápidas e intervalos menores.
  • Mais previsibilidade para o passageiro.
  • Infraestrutura preparada para ônibus elétricos e mobilidade ativa.

A obra atrai mais usuários ao transporte coletivo, desafogando o trânsito e reduzindo emissões.

Áreas de intervenção do BRT Leste-Oeste

O projeto envolve a requalificação de 34 estações-tubo, a reforma de três terminais e a construção de outros dois.

1) Corredor Central (Avenidas Sete de Setembro e Affonso Camargo)
  • Pavimentação em concreto exclusivo nas canaletas de ônibus.
  • Requalificação das vias lentas com asfalto novo.
  • Melhorias em drenagem, paisagismo, iluminação, sinalização e semaforização; calçadas acessíveis.
  • Travessias e cruzamentos elevados para priorizar pedestres.
  • Implantação de 2.010 metros de infraestrutura cicloviária.
2) Terminais e Estações Estratégicas
  • Terminal Capão da Imbuia (novo): 9,9 mil m², três plataformas, maior capacidade para veículos e passageiros, bicicletário e área de serviços/comércio.
  • Terminal Campina do Siqueira: reforma total com técnicas construtivas inovadoras e autossuficiência energética (fotovoltaica).
  • Estação Eufrásio Correia: remodelada com capacidade duplicada, novas plataformas e acessos ampliados, preparada para autossuficiência energética.
  • Estação Mariano Torres: modernização com alargamento da canaleta para permitir ultrapassagens.
  • Estação Rodoferroviária: modernização com novo padrão de acessibilidade e integração ao entorno.
  • Terminal de Integração CIC Norte: novo terminal para atender o extremo Oeste do eixo, com tecnologia de autossuficiência energética com placas fotovoltaicas.
3) Binários e Novas Centralidades Urbanas
  • Binário Olga Balster e Nivaldo Braga: obra implantada e concluída; faixas exclusivas, infraestrutura cicloviária e novas calçadas.
  • Rua Nagib da Silva (Cajuru): fechamento entre Filipinas e Ceilão para criação de calçadão de duas quadras, estimulando mobilidade ativa e comércio local.
4) Outras Estruturas de Mobilidade Ativa
  • Reconstrução de calçadas com piso tátil, travessias elevadas e rampas acessíveis.
  • Vias lentas elevadas ao nível das calçadas no entorno das estações para reduzir velocidade e aumentar segurança.
  • Ampliação do passeio em frente à Praça Eufrásio Correia, criando calçadão urbano.
  • Conexão cicloviária com avenidas Marechal Floriano, Sete de Setembro e Mariano Torres.

Integração em movimento

Requalificação de canaletas exclusivas, estações e terminais com foco em velocidade operacional e segurança.

+20 km

de canaletas requalificadas

34

estações-tubo modernizadas

5

terminais modernizados

Transparência e governança

Padrões de desempenho e salvaguardas socioambientais em todo o ciclo do projeto.

  • Licitações, contratos e editais seguem os ritos legais e estão disponíveis nos canais oficiais.
  • Financiamento internacional impõe monitoramento e salvaguardas ambientais e sociais.
  • Diálogo contínuo com a população, com comunicação antecipada sobre intervenções e desvios.

Perguntas frequentes

Principais dúvidas sobre prazos, impactos e benefícios do BRT Leste-Oeste.

A Eufrásio Correia será totalmente reformada e ampliada, com capacidade duplicada, novas plataformas e acessos maiores. As estações Mariano Torres e Rodoferroviária também serão modernizadas, com melhor acessibilidade e integração ao entorno.

Sim. Conexões com infraestrutura cicloviária existente (Marechal Floriano, Sete de Setembro e Mariano Torres), calçadas refeitas com rampas acessíveis, piso tátil e travessias elevadas.

Plataformas niveladas, sinalização clara, acessos ampliados e calçadas regulares com faixas livres e piso antiderrapante.

Execução em etapas para reduzir impactos, manutenção de estações próximas em operação e divulgação prévia de desvios e ajustes no transporte coletivo.

Financiamento do NDB (US$ 75 milhões) e contrapartida municipal (US$ 18,75 milhões), total superior a US$ 93 milhões, dentro do PRO Curitiba.

Sim. Pavimento de concreto nas canaletas, estudos de viabilidade para eletromobilidade e aquisição prevista de veículos com financiamento do KfW.

Lotes 4.1 e 4.2 em execução (prazo até janeiro de 2026); Lote 2.3 em licitação (prazo até janeiro de 2027). Lote 5 (Binário Nivaldo Braga / Olga Balster) concluído. Terminal Capão da Imbuia: execução em 20 meses após ordem de serviço.

Trajeto mais rápido no eixo; velocidade operacional média de 17 km/h para 23 km/h.

200 mil passageiros diários no transporte coletivo do Eixo BRT Leste-Oeste.

Sim. Consultas públicas entre 2019 e 2020 e reuniões públicas a cada início de obras nos lotes. A UTAG mantém equipe social, canais de atendimento e monitoramento com indicadores de percepção.

O desalinhamento de estações desloca as paradas para que elas não fiquem mais frente a frente nos dois sentidos do eixo. O alargamento da canaleta amplia fisicamente a faixa exclusiva. Ambas as medidas criam condições para ultrapassagem do BRT.

Fale com a Prefeitura

Para dúvidas, sugestões e informações adicionais, escreva para smop@curitiba.pr.gov.br ou utagsocial@curitiba.pr.gov.br. Informe o endereço do trecho e, se possível, fotos do local para agilizar o atendimento.